arquivo | Uncategorized RSS para esta seção

Ciclos circulares espiralados e sobrepostos

E acaba e começa mais um ciclo
Mas é tanto ciclo
Que começa e termina
Que termina e começa
Que começa sem terminar
E que termina sem começar
Que já não sei mais
Onde começa um
E quando termina o outro
Não sou otimista
Porque me pergunto:
Será que a vida é isso
Uma eterna roda girando
E a gente se enganando
Que está avançando?
Não, sou otimista – ainda
Porque consigo acreditar
Chicosciencemente
Que quando dou um passo
Já não estou mais no mesmo lugar

 

hamster_na_roda-1550

A Arte da Guerra Contemporânea

Os deuses ficaram sabendo que haveria, depois de mais de 60 anos, uma nova batalha histórica dentro do território de ninguém menos que o mais poderoso de todos os deuses.

Não pensaram duas vezes: se armaram até os dentes e derrubaram, um a um, os semideuses aspirantes a titãs e alguns meros mortais que encontraram pelo caminho para alcançar o campo de batalha. Nenhum deles queria deixar escapar a oportunidade única de provar aos outros, dentro da casa do mais forte e inclusive contra o próprio, que o céu tinha um novo e mais poderoso líder.

Alguns tiveram mais dificuldade, outros não precisaram se esforçar para chegar à Terra Prometida das Guerras.

Fato é que essa batalha era tão importante e tão almejada por todos os seres que, pela primeira vez desde os primórdios das grandes batalhas, todos os grandes deuses, sem exceção, chegaram juntos às trincheiras.

Os céus se regozijaram: não poderia haver melhor cenário nem melhores guerreiros para um embate tão aguardado!

Sejam bem-vindos à maior batalha de todos os tempos, titãs do futebol. Mas não se animem demais: quem manda aqui é e continuará sendo o mais forte de todos! Brasil, sil, sil!!

Atila Cavalcante
http://www.atilac.com.br

(Publicado também em http://www.facebook.com/atilac)

Finalmente, o segredo é revelado! Pexerica é…

Segundo alguns sites encontrados pelo Google, Pexerica é uma planta de flores escarlates, cujas folhas são verdes de um lado e roxas do outro.

Finalmente, o segredo foi revelado, depois de quase 12 anos tentando descobrir o que é. E não, suas mentes imundas, não tem relação com nada pornográfico.

Meses atrás, o Google não trazia nenhum site que tivesse o significado da palavra. Procurei até em sites de dialetos indígenas, mas nada. E apesar de constar agora em alguns sites (com créditos para um tal de “Dicionário Candido de Figueiredo”), ainda não há nada no Houaiss.

Tudo isto para inaugurar o meu novo blog, batizado de Pexerica, que tem como meta me ajudar a resgatar o prazer da escrita e recuperar um histórico antigo de posts que tenho de blogs de outros carnavais.

Links:

http://www.dicio.com.br/pexerica/
http://www.dicionario-aberto.net/search/pexerica
http://dicionariorapido.com.br/pexerica/

Quem somos? (ou “Por que Deus não existe”)

Se Einstein estava certo (e todas as pesquisas até agora mostram que estava), e=mc² (energia é igual a massa vezes o quadrado da velocidade da luz).

Se energia é massa, e vice-versa, então tudo no universo é energia.

Se tudo no universo é energia, então o ser humano é energia. Não pura, pois passou por transformação para se tornar massa, mas ainda assim é energia.

Prazer, eu sou energia – assim como você, seus pais, seu cachorro, as plantas, a água, enfim tudo.

Assim como esse outro ser que cada povo chama por um nome (afinal, dizem que o homem foi feito à imagem e semelhança desse tal… o que não é de todo errado se fizermos uma interpretação mais “palpável” da origem do homem a partir da fórmula elaborada por Einstein).

Isso significa que todos somos do mesmo “lugar”, formados por uma mesma coisa. Somos essencialmente irmãos, não no significado religioso do termo, mas porque o material do qual somos feitos é o mesmo desde sempre, desde o início: energia.

Precisamos sempre lembrar que energia não é boa nem ruim, ela apenas é. A interpretação e o seu uso são responsabilidades nossas. Por isso não faz sentido acreditar que um outro ser nos guia, nos observa, nos pune, nos premia.

Tudo o que vem depois de a energia se transformar é fruto dessa massa às vezes linda, inúmeras vezes repugnante, chamada homem.

Acredito profundamente que, quando cada um de nós tiver isso em mente, metade dos problemas que alguns homens têm com outros estará a meio passo de ser resolvido.

(Publicado posteriormente no meu perfil do orkut.)

A bateria do iPhone 3G é melhor que dos outros!

Até que enfim, encontrei uma matéria que compara maçã com maçã.

Todas as outras que reclamam da bateria comparam o aparelho com outros que não são 3G. Ou seja, maçã com abobrinha.

iPhone 3G: vale a pena?

De tudo o que já li sobre o iPhone 3G, incluindo algumas resenhas e testes, o resumo é o seguinte:

1 – se você não tem nenhum, compre o 3G;
2 – se você tem o primeiro, mas sofre com a conexão EDGE, troque pelo 3G;
3 – se você tem o original e quer ter acesso ao sistema operacional iPhone 2.0, não se preocupe, pois você poderá baixar a atualização;
4 – se você acha que o áudio do primeiro é ruim, troque pelo 3G, o dele é melhor;
5 – se faz questão de aGPS, troque ou compre o 3G.

Simples assim.

Apple: nem 8 nem 80. Mas bom mesmo assim

Nem 8 nem 80, mas bons. Foram assim os anúncios da Apple na WWDC deste ano.

Das previsões abaixo, vamos ver quais se confirmaram:

Um novo iPhone: com tecnologia 3G, câmera de 5 megapixels atrás, uma na frente para video-conferência, iChat embutido, aparelho em novas cores, mais fino e com tela maior;

iChat para Windows:
assim os usuários de Windows poderão bater papo com os donos de
iPhones. E FINALMENTE quem tem Mac poderá fazer video-conferência com
usuários de Windows sem usar o Skype (aMSN não conta porque não
funciona);

iPhone integrado com Microsoft Exchange: para conquistar o mercado corporativo de uma vez;

iPhone integrado com Microsoft ActiveSync: nem tudo precisará ser feito com o iTunes (duvido disto). Realmente não é preciso fazer tudo via iTunes, pois agora existe o MobileMe, nova versão do Mac.com.

Versão alfa ou beta do próximo Mac OS X: o codinome deste, por enquanto, parece ser Snow Leopard.

Tudo isto só prova duas coisas: 1) os “analistas de mercado” não
sabem mais do que aqueles que acompanham a Apple de perto e 2) não é
nada fácil ser Nostradamus.

O que esperar da WWDC de hoje?

Um novo iPhone: com tecnologia 3G, câmera de 5
megapixels atrás, uma na frente para video-conferência, iChat embutido,
aparelho em novas cores, mais fino e com tela maior;

iChat para Windows: assim os usuários de Windows
poderão bater papo com os donos de iPhones. E FINALMENTE quem tem Mac
poderá fazer video-conferência com usuários de Windows sem usar o Skype
(aMSN não conta porque não funciona);

iPhone integrado com Microsoft Exchange: para conquistar o mercado corporativo de uma vez;

iPhone integrado com Microsoft ActiveSync: nem tudo precisará ser feito com o iTunes (duvido disto);

Versão alfa ou beta do próximo Mac OS X: o codinome deste, por enquanto, parece ser Snow Leopard.

Esta segunda-feira vai ser divertida!

Tattoo (thanks, Susan Kare!)

Tattoo

Eu tinha vontade de fazer uma tattoo já fazia alguns anos. Às vezes, eu esquecia; às vezes, deixava pra lá por medo da dor e também por achar arriscado demais (por aquela história toda de hepatite, seringa, sangue, etc). E também porque pensava que poderia me arrepender.

Mas no último sábado, deixei todos os medos e receios de lado e entrei na agulha: fiz a minha primeira tattoo! Uhuuuu!!! rs.

Doeu muito menos do que eu imaginei, como me disse que seria o Fábio Renato, tatuador da SSS (Steel Star Supply, da Galeria Ouro Fino) – mas doeu um pouco. Ao mesmo tempo, em alguns momentos, a sensação é de prazer mesmo, misturada à dor ou não. É uma experiência bem diferente.

A outra sensação que tive, depois de terminar o desenho, foi a de que eu deveria ter feito isso muito antes!

(Fica aqui um recado: se você tem vontade de fazer uma porque acha bonito, mas tem medo de que possa doer ou do que os outros vão pensar, desencane: faça uma e seja feliz.)

Ter uma tattoo, agora posso dizer com toda certeza, é do c******! Talvez pela empolgação, talvez também pelo excelente trabalho do tatuador, sempre que a olho acho que ela ficou perfeita. Simples e perfeita.

Uma das idéias para a tattoo era, até pouco tempo atrás, que meus irmãos e eu fizéssemos a mesma, talvez o número 4 estilizado, pois somos quatro. Ainda hoje brincamos que será igual ao número do Quarteto Fantástico, só pra sacanear. Como ainda não decidimos qual será, não esperei e fiz a minha.

O símbolo que fiz não tem um significado exato nem unânime, mas, pela pesquisa que fiz, sempre foi usado com intenções positivas. Um dos primeiros registros desse símbolo data de 400 a 600 D.C., na Pedra de Hablingbo, de Gotland, na Suécia. Outro data de 1.000 anos A.C., encontrado em um ski de madeira na Finlândia.

Um site sueco sobre pedras antigas diz que:

“In ancient times, this quatrefoil loop was most probably a magic protective symbol; even in those days, the shape may well have represented infinity or eternity.”
http://www.gotmus.i.se/1engelska/bildstenar/engelska/hablingbo_havor.htm

Símbolo mágico de proteção em tempos remotos, e, mais recentemente, símbolo do infinito e da eternidade. Muito bom.

Também é chamado de “Bowen Knot”, em referência a uma família que o usava como um símbolo heráldico, em brasões e escudos:

http://en.wikipedia.org/wiki/Bowen_knot

E também como “Place of Interest Sign” (para representar lugares de elevado interesse cultural em países do norte da Europa), ou “Saint John’s Arms” ou ainda “Saint Hannes cross”:

http://en.wikipedia.org/wiki/Saint_John%27s_Arms

Esse símbolo pode ser feito no teclado se você estiver usando uma fonte Unicode, através do código U+2318. Automaticamente, ele deverá aparecer assim: ⌘

A história do símbolo é curiosa, sem dúvida, assim como a forma que o conheci: graças à tecla “Command” dos Macs. Ou melhor, à designer gráfica da Apple nos anos 80 que escolheu esse símbolo para ser a representação da tecla: Susan Kare (site oficial). Ela criou, entre outros, os ícones “Happy Mac” e da lixeira do Mac OS clássico, e trabalha no projeto “Nautilus File Manager”, do gerenciador de janelas Gnome, para Linux (a interface gráfica oficial do Ubuntu Linux, a distribuição mais intuitiva do Linux).

Alguns dizem que esse símbolo deu o nome à rua em que fica a matriz da Apple, na Califórnia: “Infinite Loop”. Verdade ou não, tem uma relação tão forte com o símbolo que, pra mim, se tornou um dos nomes possíveis.

Para quem se interessou pelo assunto, seguem mais referências abaixo:

http://heraldry.lordkyl.net/glossary/glossary_bo.html
http://www.heraldsnet.org/saitou/parker/Jpglossc.htm#Cord
http://en.wikipedia.org/wiki/Charge_(heraldry)
http://en.wikipedia.org/wiki/Command_key
http://en.wikipedia.org/wiki/⌘

PS: eu brinco dizendo que a tattoo é uma pista de autorama. É mais fácil dizer isso do que contar tudo isto que está neste post, rs.

Foto by Nívea Maria de Sá.

Update: na Finlândia, o símbolo se chama “Hannunvaakuna”, e já decorou até uma moeda do país. Mais em:

http://fi.wikipedia.org/wiki/Hannunvaakuna (uma versão da página automaticamente traduzida para o inglês pode ser vista aqui).

Update 2: mais um comentário interessante a respeito do símbolo, daqui:

“Hannunvaakuna, or in english, St. Hans arms or St. Hannes cross (turn your head 45 degrees right or left). This is a Scandinavic pagan lucky symbol, scrached on various objects and buildings to protect from accidents and evil spirits.
Its real name seems to be forgotten. Its name comes from St. John – JoHANNES in finnish, but the symbol is pre-christian.
Oldest Hannunvaakunas are found in runestones somewhere in sweden, being created around 400-600 AD.
In modern use Hannunvaakuna is the place of interest sign, used mostly in scandinavia, and it’s the command key in macintoshes.
In disney’s Donald Duck -comics, Gladstone Gander is very lucky character. What could be more approriate translation for a such lucky person than Hannu Hanhi? (hanhi for goose)”

Por formatos de arquivo livres e abertos

À medida que os documentos reais se tornam virtuais, e o uso destes documentos virtuais se torna mais comum e popular, é fundamental que sejam tomadas medidas para proteger os cidadãos dos interesses do mercado. Isto é necessário porque nenhuma empresa tem como objetivo final o bem-estar das pessoas, mas, sim, o seu lucro, independente de quão bom sejam seus produtos.

Os consumidores e usuários não têm obrigação de entender a necessidade desses padrões. Cabe aos governos evitar o abuso por parte das empresas de tecnologia e impor limites à ganância dessas mesmas empresas.

Uma das razões mais fortes para o domínio do mercado de aplicativos de escritório pela Microsoft é este. Porque o sinônimo de formato para arquivos de texto é o DOC, para planilhas de cálculo é o XLS e para apresentações, o PPT/PPS, e todos pertencem à empresa.

Na era Digital, só existirá competição mercadológica digital leal e liberdade dos cidadãos-usuários quando houver padrões livres e abertos para os formatos de arquivo trocados entre as pessoas. E quando estes formatos forem de adoção obrigatória por todas as empresas fabricantes de software e pelos governos e instituições públicas de todo o mundo.

Isto não é ditadura. Tudo depende de como a coisa é feita.

A iniciativa do ODF (Open Document Format) mostra que a maneira mais democrática e rápida é criar uma associação de empresas, órgãos públicos e desenvolvedores independentes que tenham como objetivo a criação e melhoria dos padrões livres e abertos de formatos de arquivo, como é a OASIS (criadora do OpenDocumento Format, conhecido como ODF).

Essa associação, aliás, surgiria da própria OASIS, que deixaria de existir, mas seria a base para a criação da nova. Isto é necessário para dar mais credibilidade à associação, já que a OASIS foi criada por uma empresa privada (a Sun), ainda que com ajuda da comunidade de software livre. O ideal e mais seguro é que a associação seja diretamente ligada a um órgão como a ONU ou uma espécie de W3C, e com apoio explícito da OMC, que tem poder para determinar práticas de mercado.

As empresas poderiam continuar desenvolvendo seus próprios formatos, mas seriam obrigadas a dar suporte ao formato aberto padrão para cada tipo de arquivo. E os seus formatos deveriam ser obrigatoriamente compatíveis com o formato aberto e livre.

A Apple poderia manter o NUMBERS, mas também teria de dar suporte ao padrão aberto de planilhas de cálculo, e o NUMBERS deveria ser compatível com o formato aberto. Da mesma forma seria com a Microsoft e o seu XLS.

Não é preciso esperar que um formato se torne padrão pela sua popularidade. Governos e instituições não-governamentais devem se antecipar a isto para evitar a concorrência desleal e o monopólio no mundo digital.

Naturalmente, a associação teria de ser formada pelas empresas interessadas em contribuir com o desenvolvimento dos formatos. E essa associação deveria deixar aberta a possibilidade de a comunidade de software livre contribuir com o desenvolvimento. O peso destes participantes teria de ser o mesmo na tomada de decisões.

Alguns participantes fundamentais:

– Todo e qualquer desenvolvedor interessado
– ISO
– ABNT (no Brasil)
– Microsoft
– Adobe
– Apple
– Google
– Yahoo!
– OMA
– Motorola
– Nokia
– Sony
– Sony Ericsson
– Palm
– Intel
– AMD
– Nvidia
– ATI
– Nintendo
– BlackBerry
– Xerox
– HP
– Sun
– IBM

Além dos fabricantes e desenvolvedores de formatos de arquivo de música, vídeo e de outros sistemas operacionais, como os criados do MP3, AAC, MPEG, etc.

Assim como a IEEE determina padrões (lembre-se do FireWire), essa associação determinaria todos os padrões de formato de arquivo destinados ao uso pelo grande público.

Alguns padrões abertos e livres poderiam ser baseados nos já existentes e populares. Exemplos:

– Compactação: 7Z (do 7-ZIP)
– Vídeo: MP4
– Música: MP3
– Documentos protegidos (não-editáveis): PDF (da Adobe)
– Animações: SWF (do Adobe Flash)
– Vídeo portátil: 3GPP2 (da 3GPP)
Além dos já determinados pela OpenDocument Format Alliance:

– Documento de Texto: ODT
– Apresentações: ODP
– Planilhas e fórmulas matemáticas: ODS e ODF
– Imagems: ODG

Entre outros.

Alguns deles já se tornaram padrão por imposição do mercado (seja por parte das empresas ou dos consumidores), ainda que não sejam as melhores opções. Um deles é o MP3, formato antigo que perde para o AAC quando se compara a relação tamanho x qualidade.

Não há dúvidas de que os formatos tenham de ser abertos e livres. A questão mais importante e polêmica atualmente é QUEM vai determinar esses padrões.

E você, o que acha disto?