O que esperar da WWDC de hoje?

Um novo iPhone: com tecnologia 3G, câmera de 5
megapixels atrás, uma na frente para video-conferência, iChat embutido,
aparelho em novas cores, mais fino e com tela maior;

iChat para Windows: assim os usuários de Windows
poderão bater papo com os donos de iPhones. E FINALMENTE quem tem Mac
poderá fazer video-conferência com usuários de Windows sem usar o Skype
(aMSN não conta porque não funciona);

iPhone integrado com Microsoft Exchange: para conquistar o mercado corporativo de uma vez;

iPhone integrado com Microsoft ActiveSync: nem tudo precisará ser feito com o iTunes (duvido disto);

Versão alfa ou beta do próximo Mac OS X: o codinome deste, por enquanto, parece ser Snow Leopard.

Esta segunda-feira vai ser divertida!

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Tattoo (thanks, Susan Kare!)

Tattoo

Eu tinha vontade de fazer uma tattoo já fazia alguns anos. Às vezes, eu esquecia; às vezes, deixava pra lá por medo da dor e também por achar arriscado demais (por aquela história toda de hepatite, seringa, sangue, etc). E também porque pensava que poderia me arrepender.

Mas no último sábado, deixei todos os medos e receios de lado e entrei na agulha: fiz a minha primeira tattoo! Uhuuuu!!! rs.

Doeu muito menos do que eu imaginei, como me disse que seria o Fábio Renato, tatuador da SSS (Steel Star Supply, da Galeria Ouro Fino) – mas doeu um pouco. Ao mesmo tempo, em alguns momentos, a sensação é de prazer mesmo, misturada à dor ou não. É uma experiência bem diferente.

A outra sensação que tive, depois de terminar o desenho, foi a de que eu deveria ter feito isso muito antes!

(Fica aqui um recado: se você tem vontade de fazer uma porque acha bonito, mas tem medo de que possa doer ou do que os outros vão pensar, desencane: faça uma e seja feliz.)

Ter uma tattoo, agora posso dizer com toda certeza, é do c******! Talvez pela empolgação, talvez também pelo excelente trabalho do tatuador, sempre que a olho acho que ela ficou perfeita. Simples e perfeita.

Uma das idéias para a tattoo era, até pouco tempo atrás, que meus irmãos e eu fizéssemos a mesma, talvez o número 4 estilizado, pois somos quatro. Ainda hoje brincamos que será igual ao número do Quarteto Fantástico, só pra sacanear. Como ainda não decidimos qual será, não esperei e fiz a minha.

O símbolo que fiz não tem um significado exato nem unânime, mas, pela pesquisa que fiz, sempre foi usado com intenções positivas. Um dos primeiros registros desse símbolo data de 400 a 600 D.C., na Pedra de Hablingbo, de Gotland, na Suécia. Outro data de 1.000 anos A.C., encontrado em um ski de madeira na Finlândia.

Um site sueco sobre pedras antigas diz que:

“In ancient times, this quatrefoil loop was most probably a magic protective symbol; even in those days, the shape may well have represented infinity or eternity.”
http://www.gotmus.i.se/1engelska/bildstenar/engelska/hablingbo_havor.htm

Símbolo mágico de proteção em tempos remotos, e, mais recentemente, símbolo do infinito e da eternidade. Muito bom.

Também é chamado de “Bowen Knot”, em referência a uma família que o usava como um símbolo heráldico, em brasões e escudos:

http://en.wikipedia.org/wiki/Bowen_knot

E também como “Place of Interest Sign” (para representar lugares de elevado interesse cultural em países do norte da Europa), ou “Saint John’s Arms” ou ainda “Saint Hannes cross”:

http://en.wikipedia.org/wiki/Saint_John%27s_Arms

Esse símbolo pode ser feito no teclado se você estiver usando uma fonte Unicode, através do código U+2318. Automaticamente, ele deverá aparecer assim: ⌘

A história do símbolo é curiosa, sem dúvida, assim como a forma que o conheci: graças à tecla “Command” dos Macs. Ou melhor, à designer gráfica da Apple nos anos 80 que escolheu esse símbolo para ser a representação da tecla: Susan Kare (site oficial). Ela criou, entre outros, os ícones “Happy Mac” e da lixeira do Mac OS clássico, e trabalha no projeto “Nautilus File Manager”, do gerenciador de janelas Gnome, para Linux (a interface gráfica oficial do Ubuntu Linux, a distribuição mais intuitiva do Linux).

Alguns dizem que esse símbolo deu o nome à rua em que fica a matriz da Apple, na Califórnia: “Infinite Loop”. Verdade ou não, tem uma relação tão forte com o símbolo que, pra mim, se tornou um dos nomes possíveis.

Para quem se interessou pelo assunto, seguem mais referências abaixo:

http://heraldry.lordkyl.net/glossary/glossary_bo.html
http://www.heraldsnet.org/saitou/parker/Jpglossc.htm#Cord
http://en.wikipedia.org/wiki/Charge_(heraldry)
http://en.wikipedia.org/wiki/Command_key
http://en.wikipedia.org/wiki/⌘

PS: eu brinco dizendo que a tattoo é uma pista de autorama. É mais fácil dizer isso do que contar tudo isto que está neste post, rs.

Foto by Nívea Maria de Sá.

Update: na Finlândia, o símbolo se chama “Hannunvaakuna”, e já decorou até uma moeda do país. Mais em:

http://fi.wikipedia.org/wiki/Hannunvaakuna (uma versão da página automaticamente traduzida para o inglês pode ser vista aqui).

Update 2: mais um comentário interessante a respeito do símbolo, daqui:

“Hannunvaakuna, or in english, St. Hans arms or St. Hannes cross (turn your head 45 degrees right or left). This is a Scandinavic pagan lucky symbol, scrached on various objects and buildings to protect from accidents and evil spirits.
Its real name seems to be forgotten. Its name comes from St. John – JoHANNES in finnish, but the symbol is pre-christian.
Oldest Hannunvaakunas are found in runestones somewhere in sweden, being created around 400-600 AD.
In modern use Hannunvaakuna is the place of interest sign, used mostly in scandinavia, and it’s the command key in macintoshes.
In disney’s Donald Duck -comics, Gladstone Gander is very lucky character. What could be more approriate translation for a such lucky person than Hannu Hanhi? (hanhi for goose)”

Por formatos de arquivo livres e abertos

À medida que os documentos reais se tornam virtuais, e o uso destes documentos virtuais se torna mais comum e popular, é fundamental que sejam tomadas medidas para proteger os cidadãos dos interesses do mercado. Isto é necessário porque nenhuma empresa tem como objetivo final o bem-estar das pessoas, mas, sim, o seu lucro, independente de quão bom sejam seus produtos.

Os consumidores e usuários não têm obrigação de entender a necessidade desses padrões. Cabe aos governos evitar o abuso por parte das empresas de tecnologia e impor limites à ganância dessas mesmas empresas.

Uma das razões mais fortes para o domínio do mercado de aplicativos de escritório pela Microsoft é este. Porque o sinônimo de formato para arquivos de texto é o DOC, para planilhas de cálculo é o XLS e para apresentações, o PPT/PPS, e todos pertencem à empresa.

Na era Digital, só existirá competição mercadológica digital leal e liberdade dos cidadãos-usuários quando houver padrões livres e abertos para os formatos de arquivo trocados entre as pessoas. E quando estes formatos forem de adoção obrigatória por todas as empresas fabricantes de software e pelos governos e instituições públicas de todo o mundo.

Isto não é ditadura. Tudo depende de como a coisa é feita.

A iniciativa do ODF (Open Document Format) mostra que a maneira mais democrática e rápida é criar uma associação de empresas, órgãos públicos e desenvolvedores independentes que tenham como objetivo a criação e melhoria dos padrões livres e abertos de formatos de arquivo, como é a OASIS (criadora do OpenDocumento Format, conhecido como ODF).

Essa associação, aliás, surgiria da própria OASIS, que deixaria de existir, mas seria a base para a criação da nova. Isto é necessário para dar mais credibilidade à associação, já que a OASIS foi criada por uma empresa privada (a Sun), ainda que com ajuda da comunidade de software livre. O ideal e mais seguro é que a associação seja diretamente ligada a um órgão como a ONU ou uma espécie de W3C, e com apoio explícito da OMC, que tem poder para determinar práticas de mercado.

As empresas poderiam continuar desenvolvendo seus próprios formatos, mas seriam obrigadas a dar suporte ao formato aberto padrão para cada tipo de arquivo. E os seus formatos deveriam ser obrigatoriamente compatíveis com o formato aberto e livre.

A Apple poderia manter o NUMBERS, mas também teria de dar suporte ao padrão aberto de planilhas de cálculo, e o NUMBERS deveria ser compatível com o formato aberto. Da mesma forma seria com a Microsoft e o seu XLS.

Não é preciso esperar que um formato se torne padrão pela sua popularidade. Governos e instituições não-governamentais devem se antecipar a isto para evitar a concorrência desleal e o monopólio no mundo digital.

Naturalmente, a associação teria de ser formada pelas empresas interessadas em contribuir com o desenvolvimento dos formatos. E essa associação deveria deixar aberta a possibilidade de a comunidade de software livre contribuir com o desenvolvimento. O peso destes participantes teria de ser o mesmo na tomada de decisões.

Alguns participantes fundamentais:

– Todo e qualquer desenvolvedor interessado
– ISO
– ABNT (no Brasil)
– Microsoft
– Adobe
– Apple
– Google
– Yahoo!
– OMA
– Motorola
– Nokia
– Sony
– Sony Ericsson
– Palm
– Intel
– AMD
– Nvidia
– ATI
– Nintendo
– BlackBerry
– Xerox
– HP
– Sun
– IBM

Além dos fabricantes e desenvolvedores de formatos de arquivo de música, vídeo e de outros sistemas operacionais, como os criados do MP3, AAC, MPEG, etc.

Assim como a IEEE determina padrões (lembre-se do FireWire), essa associação determinaria todos os padrões de formato de arquivo destinados ao uso pelo grande público.

Alguns padrões abertos e livres poderiam ser baseados nos já existentes e populares. Exemplos:

– Compactação: 7Z (do 7-ZIP)
– Vídeo: MP4
– Música: MP3
– Documentos protegidos (não-editáveis): PDF (da Adobe)
– Animações: SWF (do Adobe Flash)
– Vídeo portátil: 3GPP2 (da 3GPP)
Além dos já determinados pela OpenDocument Format Alliance:

– Documento de Texto: ODT
– Apresentações: ODP
– Planilhas e fórmulas matemáticas: ODS e ODF
– Imagems: ODG

Entre outros.

Alguns deles já se tornaram padrão por imposição do mercado (seja por parte das empresas ou dos consumidores), ainda que não sejam as melhores opções. Um deles é o MP3, formato antigo que perde para o AAC quando se compara a relação tamanho x qualidade.

Não há dúvidas de que os formatos tenham de ser abertos e livres. A questão mais importante e polêmica atualmente é QUEM vai determinar esses padrões.

E você, o que acha disto?

Paz?

“A Organização das Nações Unidas fracassou em agir. A ONU teve sua oportunidade de impor suas próprias resoluções — para ter um papel importante, efetivo, nos esforços de não proliferação, essenciais para a manutenção da paz. A ONU mostrou que não foi capaz de fazê-lo na forma do Conselho de Segurança.”
Ari Fleischer, porta-voz da Casa Branca

“Manutenção da paz.” E isso que eles querem fazer é manter a paz?

Chirac e Lula

Como eu postei num dos comentários abaixo, agora o Chirac chamou o Lula para interceder contra a guerra. Não é o mesmo que votar, mas já é mais do que simplesmente dizer “sou contra”.
Será que o Lula vai assumir isso?

Pergunta

O que será que essa mulher come, meu Deus? Será que ela é tão podre assim?

Notícia do dia

Resgate de celular que caiu na privada mata 3 no Quênia
Três homens morreram ao tentar recuperar um telefone celular que havia caído dentro de uma fossa sanitária na cidade de Mombassa, no Quênia.
O aparelho pertencia à estudante Dora Mwabela, que o deixou cair dentro da privada quando estava “atendendo a um chamado da natureza”, como informa o jornal Daily Nation.
Ela ofereceu uma recompensa de 1.000 xelins (o equivalente a R$ 45) para quem conseguisse recuperar o telefone, que custa algo como 6.000 (R$ 270).
A maioria dos quenianos vive com menos de US$ 1 (R$ 3,39) por dia.

Recém-casado
Quem tentou o resgate foi o técnico de rádio Patrick Luhakha, 30 anos, que quebrou o piso do banheiro e desceu à fossa sanitária com a ajuda de uma escada.
Pouco depois, não havia mais sinais de Luhakha, e um vizinho, Kevin Wambua, foi procurar seu amigo.
Mas Wambua escorregou e caiu dentro da pestilenta massa acumulada no interior da fossa sanitária, debatendo-se sem conseguir sair.
Então um terceiro homem, John Solo, tentou resgatar os dois, enquanto policiais apenas observavam o que estavam acontecendo, de acordo com relatos da imprensa.

Impedido à força
Solo perdeu os sentidos a meio caminho da fossa sanitária, para onde também estava descendo com a ajuda da escada.
Populares conseguriam resgatá-lo, mas ele morreu a caminho do hospital.
Um quarto homem queria tentar resgatar seus amigos Luhakha e Wambua, mas foi impedido pela polícia.
“Os gases dentro daquele lugar devem ser extremamente venenosos, se levarmos em consideração o quão rapidamente essas pessoas perderam os sentidos”, disse o chefe interino da polícia de Mombassa, Peter Njenga.
O telefone celular não foi encontrado.